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Exoma, painel genético, cariótipo ou microarray: qual a diferença?
Cada exame genético enxerga o DNA de um jeito. Entenda de forma simples o que cada um avalia e por que o médico escolhe um ou outro.
Por Dra. Lisandra Palaro · CRM-PR 47233 · CRM-SP 228717 · 04 de setembro de 2026 · 2 min de leitura

"Qual exame genético eu preciso fazer?" é uma das perguntas mais comuns no consultório. A resposta depende da suspeita clínica, porque cada exame avalia o DNA em um nível diferente de detalhe.
Uma comparação ajuda: pense no nosso material genético como uma biblioteca.
Cariótipo: contando os livros
O cariótipo observa os cromossomos ao microscópio. Ele mostra se há cromossomos a mais, a menos ou grandes trocas de pedaços entre eles.
Quando é indicado: suspeita de síndrome de Down e outras alterações cromossômicas, perdas gestacionais de repetição, infertilidade e alguns casos de alterações do desenvolvimento sexual.
Limite: não detecta alterações pequenas.
Microarray (CGH-array / SNP-array): procurando páginas faltando
O microarray detecta pequenas perdas ou ganhos de material genético (chamadas de CNVs), muito menores do que o cariótipo consegue ver.
Quando é indicado: costuma ser um dos primeiros exames na investigação de atraso no desenvolvimento, deficiência intelectual, autismo e múltiplas malformações.
Painel genético: lendo livros específicos
O painel sequencia um grupo selecionado de genes ligados a uma suspeita específica — por exemplo, câncer hereditário, epilepsia, cardiopatias ou perda auditiva.
Quando é indicado: quando a suspeita clínica é bem definida.
Exoma: lendo quase todos os capítulos
O sequenciamento do exoma analisa a parte do DNA que contém as "instruções" para produzir proteínas — cerca de 20 mil genes de uma vez.
Quando é indicado: quadros complexos, suspeita de doença rara sem diagnóstico, ou quando exames anteriores vieram normais.
Importante: o exoma não substitui todos os outros exames. Algumas alterações (como as de certas doenças por repetição, a exemplo da síndrome do X frágil) exigem testes específicos.
Então, qual é o melhor?
Não existe um exame "melhor" para todos. Existe o exame certo para cada caso. Pedir o teste errado pode gerar um resultado normal que não descarta a suspeita — e atrasar o diagnóstico.
Por isso, a escolha deve ser feita após uma avaliação clínica cuidadosa, considerando a história do paciente, o exame físico, a história familiar e as regras de cobertura do plano de saúde.
Ficou com dúvida sobre qual exame é o mais indicado para você ou seu filho? Agende uma consulta.
Conteúdo informativo, que não substitui a avaliação médica individualizada. Dra. Lisandra Palaro — CRM-PR 47233 · CRM-SP 228717 · RQE 37061.
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