neurogenética · autismo · TEA · atraso no desenvolvimento
Atraso no desenvolvimento e autismo: quando a avaliação genética é indicada?
Saiba por que o geneticista participa da investigação de atraso no desenvolvimento, deficiência intelectual e autismo, e o que a família ganha com um diagnóstico.
Por Dra. Lisandra Palaro · CRM-PR 47233 · CRM-SP 228717 · 16 de outubro de 2026 · 2 min de leitura

Muitas famílias chegam à consulta de Genética Médica depois de um longo caminho: consultas com pediatra, neurologista, fonoaudióloga, terapias... e a pergunta continua: por quê?
A genética pode ajudar a responder.
O que é atraso no desenvolvimento?
Cada criança tem seu ritmo, mas existem marcos esperados para cada idade — como sustentar a cabeça, sentar, andar, falar as primeiras palavras e formar frases. Quando a criança demora de forma importante a atingir esses marcos, falamos em atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.
Qual a relação com a genética?
Uma parte significativa dos casos de atraso no desenvolvimento, deficiência intelectual e transtorno do espectro autista (TEA) tem uma causa genética identificável — especialmente quando há também:
- malformações (no coração, rins, face, mãos);
- crescimento muito acima ou abaixo do esperado, ou tamanho da cabeça diferente do esperado;
- epilepsia;
- regressão (perda de habilidades já adquiridas);
- outros casos parecidos na família;
- pais que são parentes entre si.
Como é a investigação?
A consulta inclui a história da gestação, do parto e do desenvolvimento, a história familiar e um exame físico detalhado. A partir disso, o geneticista escolhe os exames mais adequados — sejam eles exames genéticos ou não.
O que muda com o diagnóstico?
Ter um diagnóstico genético pode:
- encerrar a "odisseia diagnóstica", evitando exames desnecessários;
- orientar o acompanhamento e prevenir complicações associadas a algumas síndromes;
- em alguns casos, indicar tratamentos específicos;
- informar a família sobre a chance de recorrência em futuras gestações;
- conectar a família a grupos de apoio de pessoas com a mesma condição.
O diagnóstico não substitui as terapias — elas continuam sendo fundamentais — mas ajuda a direcionar o cuidado.
Como se preparar para a consulta
Leve a caderneta da criança, relatórios das terapias e exames já realizados. Anote com que idade ela sentou, andou e falou, e quais familiares têm alguma condição de saúde parecida.
A Dra. Lisandra Palaro atende em Londrina-PR e online para todo o Brasil. Agende a avaliação.
Conteúdo informativo, que não substitui a avaliação médica individualizada. Dra. Lisandra Palaro — CRM-PR 47233 · CRM-SP 228717 · RQE 37061.
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